por quê?
E não é porque o hoje está diferente do ontem, não é porque nunca viste meus olhos assim, tristes, não é porque o dia amanheceu nublado com aquele tom que só nós conhecemos, não é porque o carteiro não entregou a correspondência e as propagandas de sempre, não é porque a minha letra é torta, e as linhas, retas, não é porque eu não faço mais de mim o que havia feito outrora, nem mesmo porque não te deixo mais fazer de mim o que fazias outrora, não é porque as árvores estão desfolhando com essa estação fora de época, não é porque faltou energia elétrica e subimos os dezesseis andares de escada, não é porque a essa hora da madrugada os bares e padarias já estão fechados e não há mais onde encontrar os malditos cigarros, não é porque todo esse concreto em forma de paredes cinzentas de morte me persegue nos pesadelos mais sombrios, nem porque não estás a me proteger então, não é porque os argumentos se repetem como os capítulos das séries a que assistíamos nas tardes vazias em que pensávamos ser felizes, não é porque os ideais de um dia atrás são agora utopia, tampouco porque não mais cremos em quimeras como costumávamos fazer. Não é porque sim ou porque não. Apenas é: sem porquês.


5 anotações no rodapé...
porque.
and so it is...
medo de tsurus???
aff...
enfim... rs!
Esse título foi roubado da mniha redação da facul, que coisa feia...
Ahn, atualizei denovo.
Beijos, amo-te.
impossível é não questionar. sempre.
ah, esse novo título para o blog... hmpf, desde que assinou a cult o moço tá impossível. okêi.
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