calabresa acebolada
Araújo tentou disfarçar, mas riu sozinho enquanto lembrava os detalhes das histórias que há pouco recordara à mesa do bar com seu amigo de infância, Menezes, como aquela vez em que sairam às três e meia da manhã para comprar cigarros. Entre garrafas de cerveja e porções de calabresa acebolada ou provolone à milanesa, pensou mais uma vez na relação de velho companheirismo que já durava uns bons trinta e cinco anos, apesar dos mais diversos percalços. E agora, estando ambos casados e com filhos, Chapoca e Didi, como eram conhecidos, viam nos olhos cansados do outro muito mais do que o simples reflexo: enxergavam a si mesmos, amigos que a distância e o tempo não separaram. Ao chegar em casa, Chapoca sentiu por um instante todas as glórias da juventude, experimentando pela última vez uma liberdade legítima, porém efêmera. Deu dois tiros na esposa e um na própria têmpora. Na manhã seguinte, seu filho não encontrou bilhete algum.


4 anotações no rodapé...
Cara, gostaria EXTREMAMENTE de ir no Chicão para comemorar o níver do Ark... Mas não dá até final de março... Tô fazendo um mega-curso, e por isso, saio de casa todos os dias às 6:30h e só chego em casa 24:30h para dormir... Sinistro...
[ ]´s
FREGOLA
Caramba, PARE DE MATAR SEUS PERSONAGENS, OU DESTRUIR A VIDA DELES !
Huahuaha...
Belo texto, apesar de fatal.
Uia !
Bjos
Alguém cuja alcunha é Capoca merecia mesmo esse final trágico. Isso me lembra que meu apelido é Tinky... hmm...
MARCELO
acho que você já cresceu...
queria eu saber escrever assim, coisas reais... tudo que sei é dizer de mim, sobre mim e ser o máximo egoísta que posso...
talvez isso não seja de todo ruim... não é?
gostei muito do texto! mas... coitado do Chapoca!
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